A Ressurreição Vascaína

março 13, 2009

CA promete usar alpargatas só quando conseguir uma boa tranferência

CA promete usar alpargatas só quando conseguir uma boa tranferência

Não me lembro há quanto tempo o botafogo não perdia um clássico por três gol de diferença. Mas me lembro, que a última vez em que o Vasco venceu um clássico por três gol de diferença, fora em 2007, sobre o Flamengo de Ney Franco.

Depois disso, o Vasco virou presa fácil dos seus rivais. Teve um desempenho amplamente negativo em clássicos.

Volta e meia, um clube carioca passa por isso, vira saco de pancadas dos outros e uma vitória sua se torna quase uma zebra. O último time do Rio a passar por isso foi o Vasco. Mas passou.

Ontem, foi o Vasco quem venceu. Sem precisar de sorte e muito mais pelos seus méritos, do que pelos deméritos do adversário.

Desde o início do ano, o Vasco é um bom time. Faltava confiança, tanto que ainda no primeiro tempo os vascaínos comemoraram uma defesa de Tiago, como se fosse um penalti aos 45 do segundo tempo.

Mas acho que hoje a confiança já reina em São Januário.

Cada vez mais a série B se fortifica como um antidoto recomendado para quem está no fundo do poço…

É o maior ego do Brasil

março 11, 2009

O pagador de promessas

O pagador de promessas

Sabe aqueles jogadores que surgem como talentosos rumo a lugar nenhum? Pois bem, na Gávea há um punhado deles. Mas ninguém se compara a Bruno, com uma marra de Júlio César e um currículo pior do que o do Clemer, o jogador caminha a passos largos em direção ao ostracismo.

Bruno foi fundamental no título carioca de 2007, mas parou por aí. Ano passado, errou grotescamente na final contra o Botafogo, em uma demonstração clara de excesso de auto-confiança. Além disso, parece não se esforçar para corrigir suas principais deficiências: saída do gol, posicionamento e golpe de vista. Prefere aprender a bater falta…

A imagem que fica dele é a de um menino precoce, soberbo e talentoso. Mas que chora e afina a voz quando a ficha cai, ao invés de tentar evoluir. Perder a compostura com o Andrade foi uma prova disso. Deveria, ao invés, se esforçar pra chegar próximo dos feitos daquele que, por hora, ele desdenha.

Bruno que quer ser uma espécie de Rogério Ceni da Gávea, deveria entender que talento muita gente tem. Humildade (ainda que só da boca pra fora) e respeito pela história do clube podem pesar no final das contas.

Num mundo, na iminência de ser dominado pelos marqueteiros, parece que quem contar a melhor mentira vai sair vencedor. Fazer um tipinho, bancar um personagem e usar de outras artimanhas exibicionistas parece ser a chave para o sucesso. Mas não necessariamente no futebol.

Em um mundo que consagrou o espetáculo e o pragmatismo, parece que o esporte bretão deu as mão ao segundo e a favas ao primeiro. Esse vai ser o dilema que todos que estão em torno do retorno de Ronaldo, vão ter que conviver.

Fenômeno, como o apelido já diz, é um ícone do espetáculo, um prato cheio para o marketing. Só que agora, que ele volta a pisar nas quatro linhas, mais do que qualquer coisa, ele vai ter que mostrar eficiência. Afinal, no futebol a melhor forma de se fazer marketing é vencer.

Resta saber se ainda interessa ao Ronaldo a carreira de jogador de futebol. Ou ele se contenta em ser apenas (que não é pouco) uma jogada me marketing.

Ah esse Botafogo de 68!!!

Ah esse Botafogo de 68!!!

Vendo o Ney Franco atacando de cantor de pop rock, me veio à cabeça a idéia de  postar uma brincadeira que eu fiz um tempo atrás. Tratava de descobrir uma banda de Rock para cada time de futebol. E assim ficou:

 

Atlético –MG (Slade): Bom você nunca ouviu falar de Slade, né? Nem os ingleses devem conhecer o Galo. Mas nem por isso, ambos levantam multidões em seus respectivos feudos.

 

Botafogo – Bob Dylan: Pelo o que fez na década de 60 é um dos grandes nomes da música, só não foi maior por que disputou espaço (em desvantagem, diga-se) com os Beatles (ver abaixo). Durante grande tempo suas apresentações foram a prosopopéia da decadência, hoje ameaça voltar a ser moda. Em parte, pelo bom trabalho de Martin Scorsese Stival, que hoje jura amor aos Stones (Ver abaixo, também).

 

Cruzeiro – Led Zeppelin: no final dos 60 e primeira metade dos 70 fez muito sucesso. Ainda hoje é figura cativa entre os primeiros, mesmo assim impressiona pela baixa popularidade.

 

Flamengo – Rolling Stones: Sabe-lá porque é tão popular. Talvez por culpa de seu front-man Mick Antunes Jagger. Faz turnê grandiosas e arrasta multidões, embora há muito não emplaque um sucesso.

 

Fluminense – Jethro Tull: Embora tenha sido uma máquina nos anos setenta, não fez tanto sucesso. Uma Pena. Ian Rivelino Anderson merecia mais sorte.

 

Grêmio – Creedence:  Com uma obra quadrada, etílica e regionalista foi indo. Muitos não o consideram grande, mas em seu território é motivo de louvação.

 

Inter – Pink Floyd: Ameaçou o sucesso nos anos 60, mas estourou nos 70. Depois isso, faz aparições aleatórias. Em 2006 (um pouco desfigurado é verdade) fez uma turnê mundial.

 

Palmeiras – Kiss:  Somente seus fãs conseguem enxergar a suntuosidade que lhe adjetivam. Além disso, só emplaca com parcerias.

 

Santos – Beatles: Nunca vai haver nada como o que eles fizeram nos anos 60. Mas hoje são só um artigo na estante. Em 2002, uns moleques fizeram uma releitura interessante, mas foi só. 

 

São Paulo – Madona: Deixou pra fazer sucesso quando o mainstream estava capenga. Faz muito sucesso com o pessoal que acha que música (ou futebol) nasceu na década de 80. Existem outras centenas de comparações, mas passíveis de processo.

 

 

Vasco: A mesma coisa que o Kiss. Com a diferença de ter sido apoderado pelo seu líder Axl Rose Miranda.

<p> Meio esquesita a reação do Cuca sobre as provocações da torcida do Botafogo. Primeiro, porque ele tem que parar com essa paranóia de cair na pilha do pessoal da arquibancada.

 

O que é dito pelos torcedores, deve ser rebatido pelos próprios torcedores. Afinal, só estes serão fiéis a uma agremiação, sem que precisem mudar de lado, em nome do profissionalismo, como fez Stival.

 

Segundo, porque soou muito “mandrake” essa história de dizer que agora ele ama ao Flamengo. Parece aquele cara que termina um namoro de dois anos e fica perambulando, sem achar uma definitiva. Ai, quando se sente ofendido pela ex, pede na hora em namoro seu mais novo affair.

 

Cuca tem que entender, que ele não tem que amar a clube nenhum, bastar fazer um bom trabalho e pronto. Assim, o pessoal da arquibancada além de grato talvez até se apaixone pelos seus olhos azuis. Isso, até que ele  vá para  algum rival. Ai amigo, acabou o amor (Fla, Jovem).

 

Um homem entre estatísticas e coicidências

Um homem entre estatísticas e coicidências

Já que a torcida o botafogo :: levantou a bola
, vamos lá.

Sempre achei que o charmosão 2009, poderia ser um grande tira teima. Caso Botafogo e Flamengo fizessem novamente a final (o que é bem possível que aconteça) teríamos inevitavelmente um tri-vice. Ou Cuca, ou o Botafogo.

Nessa corrida, o alvinegro saiu na frente para deixar este estigma de fracasso com aquele que mais ficou á sua frente, neste século. Pra piorar a situação de Cuca, o Botafogo ainda conta com um técnico que é a antítese de Stival, Ney Franco.

Enquanto o curitibano é dotado de grandes feitos estatísticos, o mineiro sempre capengando consegue os títulos que tanto faltam a Cuca. Um exemplo é que o primeiro clássico vencido por Ney, no Botafogo, foi justamente o que lhe deu o título da Taça Guanabara (com todo respeito ao Resende). Já cuca, deixou pra perder a primeira no Flamengo justo quando não podia e se despediu da TG.

É claro que para calar a boca dos críticos Cuca conta com um elenco bem superior ao que está nas mãos de Ney. Mas este filme já foi visto em 2007, quando o Flamengo, entre outras coisas, levou a taça graças a uma patinada que o time de Cuca deu num aleatório sábado de carnaval, contra :: um azarão
que lhe tirou da TG.

Uma simples coincidência a borrar as estatísticas de Stival.

Dinamita, Roberto!

Dinamita, Roberto!

Roberto Dinamite promete paralisar o campeonato carioca, caso o TJD não devolva ao Vasco os seis pontos que lhe foram tirados. Aproveitando a brecha, talvez fosse a hora de extinguir de vez o carioquinha

Não sou contra os estaduais, pois vejo neles a possibilidade de pequenas equipes conseguirem seu único título da temporada. Mas, especificamente no campeonato carioca, essa possibilidade é completamente anulada pela Ferj.

Desta maneira, o carioca, pelos esforços da Ferj, tende sempre a ficar entre um dos quatro grandes, muitas vezes sendo o único título que um time do Rio consegue na temporada.

Ou seja, os pequenos acabam se tornando meros figurantes de um espetáculo que esconde a decadência dos clubes cariocas. Por isso, prezo pela extinção…

Quanta falta você faz…

fevereiro 16, 2009

Maior nome da história do Americano

Maior nome da história do Americano

Fosse o Caixa D’ Água vivo, o Flu estaria fora da Taça Guanabara.Nunca, que com ele ainda na terra, um árbitro seria capaz de dar um pênalti para o time visitante nos acréscimos, dentro do campo do Americano. Aliás, FH nem poderia ter ido à área, pois teria sido expulso pelo pênalti que cometeu minutos antes.

Quanto ao Fluminense, sua sina de se complicar contra os pequenos permanece. Mais uma vez o time ia entregar, de forma infantil, um jogo ganho. Para variar, o protagonista da lambança seria novamente FH – Acho que deve ser mal da sigla.

Antes de começar mais uma novela com o Fred, seria bom correr atrás de Freud …

E o teu olhar era de adeus…

fevereiro 11, 2009

As canelas inglesas agradecem

As canelas inglesas agradecem


Felipão se foi. O técnico que fez sucesso no Palmeiras e no Grêmio, à custa da canela aleia, não comanda mais o Chelsea. O homem que foi capaz de defender o Pinochet sai de mais um contrato milionário sem nenhum título. Mesmo assim é um grande técnico.

Por quê? Bom, pergunte aos jornalistas esportivos. Afinal, entre eles, estão os maiores admiradores de Scolari. Talvez, porque ele seja a exceção; um “perna de pau” que deu certo no futebol. E, então, caiu como uma luva no discurso daqueles que, sabendo que hoje é tudo correria e marcação, defendem que o esporte bretão fica a cargo dos botineiros.

Um verdadeiro despautério, já que nenhum destes comentaristas pragmáticos preferiria o Neto ao Tostão no comando do seu time preferido. Prova disso é que vivem a malhar o Dunga. Uma espécie de Felipão, da metade vermelha de Porto Alegre.

Herdarás só o cinismo

fevereiro 4, 2009

Miss simpatia 2009

Miss simpatia 2009

Muita das vezes, os jornalistas esportivos são repetitivos e óbvios. Mas não deriva deste fato, a eventual grosseria que Muricy apresenta nas coletivas de imprensa, após os jogos do São Paulo. O problema parece ser outro.

O técnico são paulino não é uma espécie de Renato Gaúcho, que extrapola com os repórteres tanto nas derrotas, como nas vitórias. Prova disso, foi que Muricy, no calor do tricampeonato, perdeu horas com a imprensa, ao posar para as câmeras que captavam detalhes de suas férias no Guarujá. Até onde se sabe, ali, o treinador não destratou nenhum repórter.

Parece, então, que Muricy tem problemas mesmo é com as derrotas. Aliás, ele não é o único a sofrer deste mal no Morumbi. Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do São Paulo, ano passado, minimizou o fato de seu time ter sido eliminado pelo rival Palmeiras, desviando as atenções para um possível spray de pimenta lançado no vestiário são paulino.

Naquele mesmo jogo, o sempre solícito Rogério Ceni (que costuma levantar a mão para pedir impedimento em quase todos os gols que toma) acertou um tapa na cara do chileno Valdívia, quando a partida já havia sido decidida a favor do Palmeiras. Pior ainda, fez seu suplente, o goleiro Bosco. No mesmo Parque Antártica, em 2007, ele fingiu, grotescamente, ter sido atingido por uma pilha na cabeça.

O São Paulo, que nos últimos anos soube como nenhum outro clube vencer no futebol brasileiro, luta obstinadamente pelo posto de maior time do brasil. Mas deveria saber, que “maior” é um adjetivo destinado aos grandes. E para ser grande, é preciso sabe perder.

Quem sabe um pouco mais de complacência, nas coletivas, após as derrotas, seja um bom começo.

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